quarta-feira, 10 de março de 2010

O que não chega ao Brasil - "J'ai tué ma mère"


É uma pena que o filme “J’ai tué ma mère” passou tão despercebido na última edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo... Foram poucos os que tiveram a chance de assistir ao filme, que na minha opinião, foi um dos melhores que assisti durante o evento... O filme foi exibido em Cannes e ganhou três prêmios no festival, além de ser o indicado do Canadá para concorrer a uma vaga ao oscar de filme estrangeiro em 2009.

O filme gira em torno da relação de amor e ódio do jovem Hubert e sua mãe Chantale, e adota uma atmosfera intimista ao focar os personagens através de uma câmera que se mantém sempre próxima dos atores enquanto estes expõem o desprezo e ao mesmo tempo o amor descontrolado que seus personagens sentem um pelo outro.


A perfeita compreensão da plasticidade das imagens é uma das coisas que mais chama a atenção no filme. Nem tudo está nos diálogos. Com planos e sequências incríveis, o diretor consegue expressar a personalidade e a confusão interior dos personagens através de seus gestos e expressões corporais.

O mais impressionante é que o diretor canadense, Xavier Dolan, de apenas 19 anos, é também o roteirista e protagonista do filme. Dolan afirmou que o roteiro é profundamente autobiográfico e que sempre foi influenciado por Godard, Gus Van Sant e Cocteau, este último mais pela literatura. É, com certeza, um dos pequenos gênios dessa nova safra de cineastas que despontam hoje no cinema independente. E tem tudo para se tornar um dos grandes...

domingo, 7 de março de 2010

Poster da semana

quarta-feira, 3 de março de 2010

Song of Imaginary Beings

terça-feira, 2 de março de 2010

As mulheres de Rob Marshall


Ao contrário do que diz a crítica, “Nine” para mim é um dos melhores filmes indicados ao Oscar desse ano. Mais uma vez, Rob Marshall, diretor e ganhador de seis oscars com “Chicago”, mostra que é o gênio dos musicais modernos e sabe muito bem a fórmula exata para transpor para as telas qualquer show da Broadway.

Com uma fotografia belíssima e números musicais de tirar o fôlego, o filme é uma adaptação de “Oito e meio”, o clássico autobiográfico de Frederico Fellini, em que o diretor narra sua própria crise existencial e criativa através do conturbado cineasta Guido, interpretado por Daniel Day-Lewis. Além dele, marcam presença brilhante no filme sete belas e talentosas atrizes, dentre elas, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Sophia Loren, Judi Dench e Nicole Kidman, a mais “hollywoodiana” de todas elas.


Por seu gênero musical e sua intenção de homenagear o cinema com CINEMA, é claro que “Nine” agradará a muitos, mas será detestado por tantos outros. É mais um caso típico de amor e ódio entre os espectadores. O melhor de tudo é deixar se levar pela história do filme...

Destaque para a interpretação de Marion Cotillard, que faz a frágil e reclusa esposa do diretor, e para a cena musical da cantora Fergie.